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Estrell Estradiol 1,0 mg com 30 comprimidos
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Estrell Estradiol 1,0 mg com 30 comprimidos

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Para que serve Estrell

Este medicamento é utilizado para suplementar ou substituir a produção de estrogênios endógenos pelos ovários.

Este medicamento é indicado para o tratamento da síndrome de deficiência estrogênica, incluindo prevenção da perda do conteúdo mineral ósseo em mulheres na pós-menopausa, com alto risco de apresentar fraturas.

Em mulheres com o útero intacto, deve-se considerar o uso de tratamento com oposição (progestogênio).

Estradiol é particularmente indicado para mulheres histerectomizadas, que não necessitam de terapia combinada com progestogênio.

Como o Estrell funciona?


Estradiol ameniza ou até mesmo elimina por completo os sintomas da deficiência estrogênica. O alívio dos sintomas da menopausa é alcançado durante as primeiras semanas de tratamento.

Como Usar Estrell

A dose inicial é de 1 - 2mg para alívio dos sintomas da deficiência estrogênica.

A dose maior de 4mg deve ser reservada para mulheres cujos sintomas vasomotores não respondem à administração diária de doses de 1 ou 2mg de estradiol. Deve-se administrar diariamente, por via oral, 1 comprimido sem interrupção.

Obtém-se inibição suficiente da perda do conteúdo mineral osso com administração de dose diária de 1 - 2mg de estradiol, sem interrupção. O tratamento de pacientes histerectomizados e das pós-menopáusicas pode se iniciado em qualquer dia.

Se a paciente menstrua, o tratamento deverá ser iniciado no 5º dia após o início do sangramento.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Contraindicação de Estrell

Este medicamento não deve ser usado por pacientes com:

  • Hipersensibilidade conhecida ao estradiol ou aos demais componentes da fórmula;
  • História anterior ou suspeita de câncer de mama ou de útero;
  • Sangramento vaginal de origem não determinada;
  • Neoplasia estrogênio-dependente conhecida ou suspeita, por exemplo, câncer do endométrio;
  • Trombose venosa profunda ou embolia pulmonar (formação de coágulos de sangue nos vasos sanguíneos das pernas ou dos pulmões;
  • Doença grave do fígado;
  • Doenças circulatórias;
  • Sangramento vaginal de origem não determinada;
  • Lesão hepática grave; 
  • Tromboflebite ativa ou distúrbios tromboembólicos;
  • Porfiria (doença metabólica com produção anormal de um pigmento sanguíneo);
  • Gravidez conhecida ou suspeita e lactação.

Precauções

Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento com estradiol.

Avise ao seu médico caso tenha doença cardíaca, pressão alta, doença dos rins ou do fígado, epilepsia, enxaqueca, diabetes, história ou doença circulatória ou se observar alterações das mamas ou do útero, pois tais doenças requerem cuidados especiais durante o tratamento com estradiol. Avise ao médico se houver caso de câncer de mama na família. Antes de iniciar o tratamento, a paciente deve passar por exame clínico e ginecológico que deve ser repetido ao menos 1 vez por ano. 

Este medicamento não apresenta efeito anticoncepcional.

Estabeleceu-se que o tratamento com estrogênios sem oposição aumenta o risco de hiperplasia do endométrio e câncer.

Hiperplasia endometrial

Mulheres com útero intacto com sangramento anormal de etiologia desconhecida ou mulheres com útero intacto que foram previamente tratadas exclusivamente com estrogênios, devem ser examinadas com atenção especial para se determinar uma possível hiperplasia ou processo maligno do endométrio, antes do início do tratamento com estradiol.

O risco de hiperplasia endometrial e carcinoma é aumentado quando estrogênios são administrados sozinhos, por períodos prolongados. A adição de um progestogênio por pelo menos 12 dias por ciclo, em mulheres não-histerectomizadas reduz muito este risco. Para dose oral de estradiol maior que 2 mg, a adição de progestogênio, para a proteção do endométrio não foi estudada.

Sangramentos de privação e de escape podem ocorrer durante os primeiros meses de tratamento em mulheres com o útero intacto. Se sangramentos de privação e de escape aparecerem após algum tempo da terapia, ou continuarem após o tratamento ter sido descontinuado, a razão deve ser investigada, o que pode incluir biópsia endometrial para excluir a possibilidade de um processo maligno no endométrio.

Monoterapia com estrogênio pode levar a transformação pré-maligna ou maligna no foco residual de endometriose.

Entretanto, a adição de progestogênio para a terapia de reposição estrogênica deve ser considerada em mulheres histerectomizadas devido à endometriose, nos casos em que há endometriose residual.

Câncer de mama

Um estudo randomizado placebo-controlado, The Women`s Health Initiative Study (WHI), e estudos epidemiológicos, incluindo o Million Woman Study (MWS), demonstraram um aumento no risco de câncer de mama em mulheres que receberam estrogênios, combinações de estrogênio-progestogênio ou tibolona para terapia hormonal por vários anos. Para todas as formas de terapia hormonal, este risco aumenta com a duração do tratamento, mas tende a retornar ao normal após a interrupção do mesmo, até no máximo 5 anos após o término. 

No estudo MWS, o risco relativo de câncer de mama com a utilização de estrogênios conjugados ou estradiol, foi maior quando se adicionou à terapêutica um progestogênio, independente da utilização ser contínua ou sequencial. Não houve evidências de diferenças no risco entre as diferentes vias de administração.

No estudo WHI, a utilização contínua combinada de estrogênios e medroxiprogesterona foi associada à maior incidência de metástases para linfonodos locais, quando comparada ao placebo.

A terapia hormonal, especialmente a combinada (estrogênio/progestogênio), pode aumentar a densidade das imagens na mamografia, dificultando o diagnóstico radiológico do câncer de mama.

Tromboembolismo venoso

A terapia hormonal está associada a um risco relativamente alto de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), isto é, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Um estudo randomizado controlado e estudos epidemiológicos verificaram um risco duas a três vezes maior para usuárias comparado com não-usuárias. Para não-usuárias estima-se que o número de casos de TEV, que irá ocorrer em um período superior a 5 anos é aproximadamente 3 em 1000 mulheres, com idade entre 50 e 59 anos e 8 em 1000 mulheres com idade entre 60 e 69 anos. Estima-se que em mulheres saudáveis que utilizam terapia hormonal por 5 anos, o número de casos adicional de TEV, superior a um período de 5 anos, estará entre 2 e 6 em 1000 mulheres, com idade entre 50 e 59 anos e entre 5 e 15 em 1000 mulheres, com idade entre 60 e 69 anos. A ocorrência de tal evento é mais provável no primeiro ano da terapia hormonal do que depois. Fatores de risco geralmente reconhecidos para TEV incluem uma história pessoal ou história familiar, obesidade severa (IMC > 30 kg/ m2) e lúpus eritematoso sistêmico (LES). Não há qualquer consenso sobre o possível papel de veias varicosas no TEV.

Pacientes com uma história de TEV ou estado trombofílico conhecido têm um risco aumentado de TEV. A terapia hormonal pode aumentar este risco. Forte história pessoalou familiar de tromboembolismo, ou aborto espontâneo recorrente, devem ser investigados a fim de excluir uma predisposição trombofílica. Até que uma avaliação completa de fatores trombofílicos seja feita ou tratamento anticoagulante iniciado, o uso de terapia hormonal em tais pacientes deve ser visto como contraindicado. Aquelas mulheres já sob tratamento anticoagulante requerem avaliação cuidadosa do risco-benefício do uso de terapia hormonal.

O risco de TEV pode ser temporariamente aumentado com imobilização prolongada, trauma ou cirurgia de grande porte.

Todos os pacientes no pós-operatório, requerem atenção minuciosa e instituição de medidas profiláticas para prevenir TEV. Se houver imobilização prolongada após cirurgia eletiva, particularmente cirurgia abdominal ou ortopédica nos membros inferiores, deve-se considerar interromper temporariamente a terapia hormonal 4 a 6 semanas antes, se possível. O tratamento não deve ser reiniciado até que a mulher esteja totalmente mobilizada.

Se o TEV se desenvolver após o início da terapia, a droga deve ser descontinuada. As pacientes devem ser avisadas a contatarem seus médicos imediatamente quando elas estiverem cientes de um sintoma tromboembólico potencial (p. ex. inchaço doloroso de uma perna, dor súbita no peito, dispneia).

Doença arterial coronariana

Estudos clínicos controlados não demonstraram benefícios cardiovasculares com a terapia hormonal contínua combinada (estrogênios e acetato de medroxiprogesterona). Dois grandes estudos (WHI e Heart and Estrogen/progestin Replacement Study - HERS) demonstraram um possível aumento do risco de morbidade cardiovascular no primeiro ano de tratamento, sem benefício adicional. Para outros produtos de terapia hormonal, os dados dos estudos clínicos, em relação a morbimortalidade cardiovascular são inconclusivos e portanto, não deveriam ser extrapolados.

Acidente vascular cerebral

O estudo WHI demonstrou, como objetivo secundário, um aumento no risco de acidente vascular cerebral isquêmico em mulheres saudáveis, durante o tratamento combinado contínuo com estrogênios conjugados e medroxiprogesterona. Na população de mulheres que não utilizam terapia hormonal, estima-se uma incidência de acidente vascular cerebral de aproximadamente 3 para cada 1000 mulheres entre 50 e 59 anos e de 11 para cada 1000 mulheres entre 60 e 69 anos, em um período de 5 anos. Entre as mulheres que utilizam a terapia hormonal combinada, a incidência aumenta de 1 a 3 casos, na população entre 50 e 59 anos, e de 1 a 9 casos entre 60 e 69 anos. Estes resultados não deveriam ser extrapolados para os outros produtos para terapia hormonal.

Câncer ovariano

A utilização isolada de estrogênios em mulheres histerectomizadas, por longos períodos (5 a 10 anos), tem sido associada com um aumento no risco de câncer ovariano em alguns estudos epidemiológicos. Não se sabe, porém, se a terapêutica combinada confere um risco diferente quando comparada à reposição estrogênica isolada.

Outras condições

Os estrogênios podem causar retenção hídrica, portanto os pacientes com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente monitorados. Nos pacientes com insuficiência renal grave, os níveis séricos de estrogênios circulantes podem aumentar.

Mulheres com hipertrigliceridemia prévia, devem ser acompanhadas durante a terapia de reposição estrogênica ou terapia hormonal, já que em raros casos, a elevação dos níveis plasmáticos de triglicérides podem levar a pancreatite.

Os estrogênios aumentam a tireoglobulina, levando a um aumento nos níveis séricos de hormônio tireoidiano. As concentrações de T3 e T4 livres permanecem inalteradas.

Algumas proteínas de ligação podem estar elevadas no plasma, podendo levar a um aumento dos níveis de corticosteróides e esteróides sexuais plasmáticos. O substrato renina-angiotensinogênio, a alfa-I-anti-tripsina e a ceruloplasmina, podem ter suas concentrações plasmáticas aumentadas.

Não há evidências conclusivas na melhora da função cognitiva.

O estudo WHI demonstrou um provável aumento do risco de demência em mulheres que utilizaram a terapêutica combinada (estrogênio e progestogênio) após os 65 anos de idade. Estes dados não deveriam ser extrapolados para mulheres de menor faixa etária.

População Especial

Gravidez e lactação

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento. 

Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

Se ocorrer gravidez, o tratamento deve ser imediatamente interrompido. Não se deve amamentar durante o período de tratamento com estradiol.

Pediatria

Este medicamento não é indicado para uso em crianças.

Geriatria (idosos)

Não são conhecidas restrições específicas para o uso de estradiol em pacientes idosas.

Composição

Apresentações

Comprimido de 1mg em embalagem com 30 comprimidos.

Composição

Cada comprimido contém:

Estradiol 1 mg.

Excipientes: lactose, celulose microcristalina, silicato de magnésio, estearato de magnésio, dióxido de silício coloidal, laurilsulfato de sódio, amidoglicolato de sódio, corante azul FD&C 1.

Superdosagem

Superdose pode ser manifestada por náusea e vômito.

Não existe antídoto específico e o tratamento deverá ser sintomático.

Mais informações

Código do produto: 66833
Marca: Estrell Estradiol
EAN: 7896112423041
Tipo de Medicamento: Similar
Registro MS: 1097401390101
Classe Terapêutica: Estrógenos Excluindo G3a, G3e, G3f
Princípio Ativo: Estradiol
Se persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado. Estrell é um medicamento. Seu uso pode trazer riscos. Procure o médico e o farmacêutico. Leia a bula
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